O problema de Buda

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O problema não está em Buda, mais provável que esteja em nós. Buda percorreu dezesseis anos para iluminar-se, desde quando saiu de seu Palácio na Índia, deixando sua esposa e seu lugar de futuro Rei. Buda que entra em nosso imaginário como alguém que alcançou a paz, entendeu a existência, inabalável pelas modificações do mundo, da mente, das emoções.

Quando esse ser entra em nosso imaginário, é fácil colocá-lo em uma posição de exemplo, de onde devo chegar para encontrar a paz. O problema da existência de Buda ocorre quando me coloco inferior a ele, pois ele entendeu algo o qual o faz de exemplo, minha vida terá sossego  quando conseguir meditar e seguir sua sabedoria. Esse processo traz mais uma separação, eu do lado de cá e Buda do lado de lá, e minha tentativa de estar do lado de Buda nega meu lado, acontece que meu lado é o lado onde estão todas as pessoas inclusive eu, ao tentar passar para o lado de Buda, nego grande parte da minha existência, nego toda a humanidade.

A questão não é sobre Buda, sim sobre a relação que pode ser estabelecida quando essa figura entra em meu imaginário. Sua figura representa muito dentro de cada pessoa, paz, equilíbrio, o caminho sem extremos. Tirá-lo de um posto sobre-humano é importante para diminuir a tendência de separação inata pela mente que temos, Buda não está separado, a humanidade é uma só, mais ainda, tudo que existe é um. A existência é única.

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